
Esvurmar
A ferida
Até que arrebente
O pus
Ao sentimento
Dissecar
A leiva que o mal lavra
Esponjar bem
A superfície do sofrimento
Torcer
O pano do sentir
Que se despolpa e se delíqua
Em lava feita de carne viva
Do ventre aberto
Onde a dor
Se retorce
Desassisada
Nas tripas do amor
Como um bicho
Petulante
A comer
Sôfrego
O fruto maduro
Que me cai
Do coração!
A ferida
Até que arrebente
O pus
Ao sentimento
Dissecar
A leiva que o mal lavra
Esponjar bem
A superfície do sofrimento
Torcer
O pano do sentir
Que se despolpa e se delíqua
Em lava feita de carne viva
Do ventre aberto
Onde a dor
Se retorce
Desassisada
Nas tripas do amor
Como um bicho
Petulante
A comer
Sôfrego
O fruto maduro
Que me cai
Do coração!
(Carmen Cupido in "Corpo do Poema")
Não conhecia o blog nem a autora.
ResponderEliminarParabéns!
Cumprimentos meus