(Foto de Darren Holmes)Arrancar-se
Ao corpo Casulo
Cativeiro do Eu
Atiçando o Ser
Que, à força de não ser
Rasteja como uma lagarta
Pela linha dos tempos mortos
Pendurando-se nas virgulas
Que travam o impulso da vontade
Há que despertar
A coragem da evasão
Que dorme raquítica
No colo nebuloso dos medos
Retorcer os fios de quem se é no fundo
E saltar para o mundo...
Do alto do parapeito da ravina da vida!
(Carmen Cupido in "Corpo do Poema")