
Vou, inteira, no corpo do poema
Escrever-te, ao ouvido,
Os murmúrios desinquietos
Dos sonhos e sentimentos
Que ecoam aos quatro ventos
Desta rosa machucada que me sou
Gravei-me na pele; do corpo do poema
Para que me possas ler com os teus dedos
E tocar, mesmo quando eu não estou
As metáforas da minha dor
Obedientemente alinhadas no fonema
Tacteia os meus medos;
Mas não te queimes nos sóis cadentes
Que já caíram no mar do meu peito; onde encerro os segredos
Que só a fina pluma dos tantos poentes
Que me deixaste na cova da mão
Pode, alto, insinuar baixinho
A atrevida intenção
De te morder o coração
Pela ponta dos teus lábios!
(Carmen Cupido in "Corpo do Poema")
Sensibilíssimo !
ResponderEliminarpura inspiração que vem dele, do corpo...e do poema...
muito legal seu blog !
abraço
Joe
Em outro Corpo de outro Poema:
ResponderEliminarREVERSO
Teu peito
provocante
aberto
e descoberto a fios
de madrugada
respira ainda o beijo
quente
o ventre
líquido e substancial
do teu corpo em verso
violento
João
No corpo de poema os murmúrios desinquietos ecoem aos quatro ventos, as metáforas da tua dor cacteiam os teus medos.
ResponderEliminarLindo amiga este teu poema, " Corpo de Poema".
Parabéns!
beijo
Isa
Quero conquistar esse movimento!
ResponderEliminarDe um corpo valorizado
Esperando dele o inesperado
Transbordando sentimentos.
"Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram" Estrela da tarde
Jeanne Mas En rouge et noir
En rouge et noir, j'exilerai ma peur
J'irai plus haut que ces montagnes de douleur
En rouge et noir, j'afficherai mon cœur
En échange d'une trêve de douceur
En rouge et noir, mes luttes mes faiblesses
Je les connais, je voudrais tellement qu'elles s'arrêtent
En rouge et noir, drapeau de mes colères
Je réclame un peu de tendresse.
Amiga Carmen vi visitá-la e ver alguns dos seus riquissímos poemas... lindos, lindos, lindos!!!
ResponderEliminarParabéns!
E obrigada pela partilha...
Um grande beijo
sua amiga
isabel
PS: ainda vou encontrar o seu livro...
Amiga estou de volta para ler mais alguns dos seus poemas.
ResponderEliminarBeijinhos
isabel
Olá amiga Carmen,
ResponderEliminarvim visitá-la,
senti saudade de ler os seus poemas.
Sempre que os venho ler, encontro algo de novo. Não é por acaso que se diz que a poesia é a preguiça da prosa. Na prosa lemos tudo de uma vez, na poesia encontramos em todas as vezes, que a lemos, sentidos diferentes... dependentemente do nosso estado de espirito.
Um forte abraço amiga Carmen.